DIA DAS MÃES

sábado, 5 de março de 2011

carnaval

ORIGEM DO CARNAVAL
                                                             
Originado na Grécia o Carnaval é uma festa que através da qual os gregos realizavam seus cultos em agradecimento aos deuses, pela fertilidade do solo e pela produção abundante. Com o passar do tempo os gregos e romanos foram introduzindo nas festas bebidas e atos sexuais, despertando a intolerância da Igreja pra esse estilo de festa.
Tempos depois a própria Igreja adotou o Carnaval como uma festa sua, com todo um simbolismo religioso, foto este ocorrido por volta de 590 d.C. Sendo uma festa coordenada pela Igreja Católica, suas realizações passaram a expressar um sentimento autenticamente religioso comemorado através de cultos. Banindo os cantos e danças considerados atos pecaminosos.
Aos olhos do povo isto causava espanto, pois segundo eles fugia da real origem da festa, como o festejo pela alegria e pela conquista.
Durante o Concílio de Trento (reunião de autoridades eclesiásticas com o objetivo de discutir e deliberar sobre as questões pastorais de doutrina, fé e costumes) realizado em 1545, o carnaval volta a ser uma festa popular.
Sua chegada ao Brasil ocorreu por volta de 1723 por influência dos europeus. Ocorria de forma singela: desfile de pessoas fantasiadas e mascaradas. Os blocos carnavalescos vieram surgir só por volta do século XIX com suas alegorias.
O povo brasileiro adotou a festa de uma forma tão original que hoje, em grande parte do mundo, é difícil falar de carnaval sem lembrar o Brasil. O Carnaval se tornou uma das maiores comemorações do nosso país. As famosas Marchinhas foram evoluindo assim a festa crescia em quantidade de participante e em qualidade.
Temos hoje um dos maiores Carnaval do mundo. Destacando as grandes escolas de samba do Rio de Janeiro e São Paulo, os famosos blocos e trios elétricos da Baia, o Frevo em Pernambuco e o alegre Carnaval em todos os estados brasileiros.
                                                                                                               Prof. José de Ribamar C. Filho

domingo, 20 de fevereiro de 2011

sábado, 19 de fevereiro de 2011

EVANILDO

  HOMENAGEM DE JOSÉ DE RIBAMAR CARVALHO FILHO A EVANILDO REIS ROSA        
              O segredo da morte ninguém já mais desvendará, até porque ao contrario disto não seria mais segredo e ávida talvez não tivesse mais toda essa graça, porem ninguém se conforma com a perda de um ente querido. Choramos, gritamos, reclamamos, saímos do nosso limite, se é que existe limite diante de tal fato.
             Ninguém compreende como alguém tão jovem com tantos planos na vida, com tanta alegria de viver, esbanjando felicidade junto a sua família e seus amigos, pode partir tão cedo para a eternidade, como foi o caso do jovem Evanildo Reis Rosa, 29 anos, que partiu na ultima sexta-feira (18-02-2011). Uma pessoa que possuía excelentes qualidades como: bom profissional, dedicava-se ao seu trabalho com muito amor e responsabilidade, pessoa solidaria, bom amigo, bom filho, alem disso uma pessoa de muito caráter.
           O que ainda pode nos conformar diante de tudo isto é procurar compreender que Deus sabe a hora exata de chamar os seus, assim como determina o momento de colocar-los no mundo e para a família e amigos só resta lembranças e muita saudade mas para os planos de Deus tudo aconteceu como estava traçado e o jovem Evanildo, agora fará parte desse segundo plano bem juntinho do criador.
Descanse em paz meu amigo.
A SAUDADE
A saudade é um grande vazio,
Uma nostalgia, uma abstração.
É um sentimento que invade o peito
Apertando forte nosso coração.
É um sentimento por demais estranho,
Que mexer muito com a gente.
Nos deixa confuso, às vezes doente.
É a falta de algo que é parte de nós.
Nos faz derramar muitas lagrimas,
Deixa-nos às vezes sem voz.
Ela bate de forma sutil,
Trazendo a insistente lembrança
Daquilo que um dia partiu.
A saudade é simplesmente
A vontade de ter de novo...

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

UM MAMIGO SE FOI!

ONTEM ÀS 10 HORAS DA MANHÃ CHEGOU A NOTICIA DO FALECIMENTO DE NOSSO A MIGO E COLEGA DE TRABALHO. É COM MUITO PESAR QUE A COMUNIDADE GONÇALVES DIAS SENTE A PERDA DESTE COMPANHEIRO E COLABORADOR AMIGO DE TODOS. FICA A SAUDADE E A LEMBRANÇA DE TODOS QUE FAZEM A ESCOLA GONÇALVES DIAS.

AO  NOSSO   SAUDOSO EVANILDO.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Movimento perpétuo

  ILHA DAS CANÁRIAS – Numa das 80 ilhas do Delta do Parnaíba, entre os Estados do Maranhão e Piauí, o maranhense Pedro Oliveira Costa está tentando realizar um antigo sonho da humanidade: construir um motor contínuo. No sonho dele, acreditaram a comunidade da ilha, Canárias, e a prefeitura de seu município, Araioses, que juntas já investiram R$ 30 mil no projeto.
  “Acho a idéia meio antiga, mas se der certo é a salvação da Ilha de Canárias”, diz o secretário de Administração de Araioses, Rogério Fontenele Lima, de 43 anos. Atualmente, a ilha recebe energia de um gerador.
  O sistema idealizado por Costa, um mecânico autodidata, funciona com a força da água, armazenada numa caixa com capacidade para 4 mil litros, a 13,5 metros de altura. Um cano de PVC despeja a água sobre a maior das rodas da engenhoca, com 6,5 metros de raio. Essa roda possui 47 canecas, que podem receber, cada uma, 25 litros de água.
  Carregadas sucessivamente, as canecas fazem a roda girar. Descem cheias e sobem vazias. A partir de 20 canecas cheias a roda passa a mover-se sozinha, o inventor calcula.
  A força do giro movimenta outra roda, menor, ligada à primeira por uma correia. A segunda alimenta as subseqüentes do sistema. Ao todo são 13, de peso e tamanho diferentes, conectadas por 10 correias. Enquanto a roda grande completa um giro, a menor delas completa 250, segundo o inventor. “Estamos usando as duas forças mais poderosas do mundo”, explica. “A força da gravidade e a da alavanca.”
  A energia resultante do movimento vai acionar um gerador. Ele vai alimentar a comunidade e uma bomba, que recolocará a água despejada pelas canecas da roda grande na caixa. Essa bomba, segundo o inventor, tem força para colocar 250 mil litros de água por hora a 13,5 metros de altura.
  “A roda-d’água na água funciona”, explica Costa, 53 anos. “Mas agora vamos fazer no lugar seco.”
Nem em filme
Por enquanto, a idéia nem nos filmes funcionou. Em Kenoma, de Eliane Caffé, José Dumont acalenta sonho semelhante. Ele interpreta Lineu, que dedica a vida à tentativa de tornar viável o moto-perpétuo.
  Visíveis do porto da ilha, as rodas de Costa de fato parecem saídas da ficção. A maior, já pintada de prateado, destaca-se inesperada entre a vegetação e as casas simples dos pescadores. A obra é o orgulho e a esperança dos moradores, os primeiros a acreditar no inventor. Para tirar a idéia do papel, juntaram entre eles R$ 4 mil. A partir daí a prefeitura resolveu financiar o experimento – se funcionar, pode resolver um dos maiores problemas de Araioses, o déficit de energia, fornecida à cidade pelo Piauí.
  “Quem diz que não vai funcionar é porque a fé é pouca”, diz Maria das Dores Oliveira, de 72 anos, que cedeu parte do quintal de sua casa para a obra. “Vai ser uma energia do outro mundo”, entusiasma-se o filho dela, Antônio Claurete, de 34, zelador do posto de saúde de Canárias.
  Costa levou mais de 15 anos para convencer alguém a financiar o projeto. Ele teve a idéia de criar o moto-contínuo em 1983, quando perdeu uma safra de feijão por falta de água. Queria montar um sistema de irrigação alimentado por uma fonte de energia economicamente viável. Petróleo ou eletricidade convencional eram muito caros. Começou então a desenvolver seu modelo, com a ajuda de físicos, matemáticos e professores universitários, consultados quando havia chance.
Só dar partida!
  O inventor diz ter estudado os erros e acertos dos inventores que já tentaram desenvolver o moto-contínuo, e por isso dessa vez a idéia vai funcionar. “Só vai precisar dar a partida.” Entre seu material de pesquisa ele guarda até mesmo um desenho de um dos primeiros modelos de moto-contínuo da história da humanidade, desenvolvido há 400 anos.
  “É a invenção mais pesquisada do mundo inteiro”, diz Costa. “Mas os antigos nunca conseguiram porque não existia o que existe hoje.” A bomba hidráulica, por exemplo, segundo o inventor. “O que era o mundo há 400 anos?!”
  Antes de executar a obra de Canárias, Costa produziu pequenos protótipos, para demonstrar o princípio, com rodas de no máximo 3,60 metros de diâmetro. Ele conseguiu colocar as miniaturas em funcionamento, mas nenhuma gerou energia. “Não deram força porque eram pequenas”, justifica. “Não dá para usar a mesma alavanca para levantar um fusca e uma carreta”, argumenta.
  O segredo de seu motor contínuo, segundo Costa, é justamente a dimensão do sistema. “Usando a força da alavanca e da gravidade com uma roda de raio tão grande nunca tentaram”, garante. Se o experimento der certo, ele pretende partir para proporções ainda maiores.
Rodízio
  O moto-contínuo hidráulico de Canárias está quase pronto. A obra começou em fevereiro de 1999. Dez homens ajudaram Costa a erguer a estrutura. “Fui marceneiro, encanador, eletricista, torneiro, soldador, bombeiro”, conta. “Só assim para fazer aquela máquina.” Agora ele dá os retoques finais na pintura e aguarda a chegada do gerador, prometido para esta semana.
  O inventor diz ter pedido um gerador de 120 KWAs, segundo ele suficiente para abastecer as 300 casas da ilha, a mais populosa do Delta do Parnaíba, com quase 2 mil habitantes.
  O atual gerador de energia de Canárias é de 40 KWAs, segundo Antônio José Reis, de 52 anos, líder da comunidade. A prefeitura envia de barco, a cada 15 dias, 500 litros de diesel para alimentá-lo. Os moradores nada pagam.
  A produção atual é insuficiente. A oferta obriga os habitantes a fazer rodízio. Uma noite é a metade mais próxima do Piauí que recebe energia, das 18 às 22 horas. Na noite seguinte é a outra metade, apelidada de Maranhão. Quase ninguém tem geladeira – ao todo na ilha há 12 movidas a gás. Mas aparelho de TV, e uma parabólica, quase todos têm.
  “O povo aqui é competitivo”, diz Reis. “O que as pessoas na cidade usam eles também usam.”
  Quando falta energia em casa, o morador da metade às escuras vai assistir à novela na praça, onde fica a TV da comunidade, de 20 polegadas, servida por duas tomadas. O aparelho nunca fica sem energia.
  Recentemente foi instalado o único telefone do povoado, um orelhão próximo da TV. O sistema de telefonia é abastecido com energia solar.
Será mais um...
  Acessível apenas por barco, Canárias não tem nem um carro. As ruas são de areia. A ilha fica a 30 minutos de barco de Parnaíba, no Piauí, ou a duas horas de Araioses, município do Maranhão. Pela proximidade com a segunda maior cidade do Piauí, acaba dependendo economicamente dela. Existe até uma linha de barcos ligando as duas localidades. Duas embarcações saem diariamente de Canárias pela manhã, rumo a Parnaíba, e voltam no início da tarde. A passagem custa R$ 1,50.
  “Vendemos quase toda nossa produção em Parnaíba”, afirma Reis. Canárias vive da pesca – produz cerca de 200 quilos de peixe por dia – e do plantio do arroz – colhe cerca de 240 toneladas por ano. Também da coleta de caranguejo, que vai direto para os outros Estados do Nordeste, sem deixar um tostão em impostos para Araioses.
  Orgulhoso da terra onde mora, Reis descreve Canárias como “um lugar sadio”. Não registra casos de tuberculose, lepra ou loucura. “Tem comunidade próxima que dá muita gente louca, muito enfraquecido”, diz. “O único louco daqui, o inventor dessa máquina, é de fora”, brinca. Costa nasceu em outra comunidade de Araioses, Santa Maria da Canabrava, a 50 quilômetros da sede, onde mora até hoje com a mulher e quatro filhos.
  Reis torce pelo sucesso da invenção de Costa. “Canárias precisa muito de energia.” Mas diz que só acreditará no invento quando a máquina funcionar. “Eu confio e desconfio, porque nunca vi um negócio desses.”
  E se o moto-contínuo não funcionar? “Se não der certo fica pra museu”, diz Reis. “E teremos mais um inventor fracassado.”
fonte: http://www.estado.estadao.com.br/edicao/especial/brasil/brasil125.html